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Sócio da Covac participa de reunião com a OCDE

16 Mar 2018

Dr. José Roberto Covac propôs a descentralização da avaliação

e maior confiança nos conselhos de educação privados

O sócio da Covac, Dr. José Roberto Covac, participou nesta semana em São Paulo, juntamente com diretores do Semesp – Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior, entidade na qual é Diretor Jurídico, de uma reunião com uma Comissão de Avaliação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que foi contratada pelo Ministério da Educação para fazer em Brasília, Recife e São Paulo uma avaliação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

O encontro ocorreu na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a comissão da organização internacional era formada pelos analistas Thomas Weko, coordenador do projeto, e Simon Roy, além de Pedro Texeira, vice-reitor da Universidade de Porto (Portugal) e Maria José Lemaitre, diretora executiva  do Centro Interuniversitario de Desarrollo (Chile).

“A OCDE vai elaborar um relatório sobre o ensino superior brasileiro e sugerir mudanças na Lei do SINAES. Além da avaliação do sistema brasileiro de ensino superior ser extremamente regulada, o grupo nos questionou como um sistema tão abrangente, com  mais de dois  mil IES  e mais  de 30 mil cursos, pode ter uma avaliação segura e adotar um sistema de regulação igualitário”, conta Covac.

Segundo Covac a proposta apresentada pelo Semesp é “fazer uma avaliação descentralizada em cooperação com os sistemas estaduais, como previsto na LDB,  desde que se assegure um padrão de qualidade, acreditados pelo Ministério da Educação. Com os novos instrumentos de avaliação aprovados, os relatórios da Comissão Própria de Avaliação – CPA devem ser norteadores no processo de avaliação, respeitando o espírito previsto na Lei do Sinaes.  

Para Covac, “além da avaliação do sistema brasileiro de ensino ser extremamente regulada e burocrática, a preocupação sempre foi  com o controle da qualidade, verificado por instrumentos de avaliação que não consideravam a organização acadêmica, regionalidade, egresso e a diversidade em detrimento da avaliação da  melhoria da qualidade da oferta dos cursos”. Ou seja, é necessário “ter uma avaliação adequada e segura não simplesmente para demonstrar ao Ministério da Educação mas, principalmente, ofertar cursos que atendam os interesses da sociedade, a comunidade, a família e o aluno e o mercado de trabalho”.