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Fies e ProUni bancam mais de 1/3 das matrículas em 18 estados

26 Aug 2016

O número consta de mapeamento feito pelo IDados do Instituto Alfa e Beto

Na maior parte do país, ao menos um em cada três alunos do ensino superior privado conta com algum subsídio do governo federal para estudar. O número consta de mapeamento inédito dos programas Fies e ProUni feitos pelo IDados, entidade de pesquisa educacional ligada ao Instituto Alfa e Beto, com informações do MEC relativas ao período entre 2009 e 2014.

No total, em 18 unidades da federação, mais de um terço dos alunos do ensino superior estava em algum dos dois programas em 2014. A proporção chega a 74% no Acre, que libera o ranking. Considerando o país todo, a média é de 30%, 22% apenas com o Fies.

O programa teve crescimento expressivo a partir de 2010, mas em 2015, na esteira do ajuste fiscal, o MEC limitou o número de novos contratos e estabeleceu novas regras para o acesso dos estudantes. Assim, a quantidade de novas bolsas sofreu uma queda de 732 mil, em 2014, para 325 mil em 2016. Os mais de 1 milhão de contratos ativos, porém, foram mantidos.

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Comentário da Covac Sociedade de Advogados

Os dados divulgados pela instituição de pesquisa educacional retratam um cenário preocupante sob vários aspectos, a começar pela impossibilidade de cumprimento da meta de 33% dos jovens de 18 a 24 anos no ensino superior do Plano Nacional de Educação, criado em um cenário econômico totalmente diverso, já que, como é público e notório, o estado está quebrado e as mudanças estruturais que poderiam ensejar uma perspectiva de recuperação dependem de um cenário político ainda nebuloso, mesmo que ocorra a esperada confirmação do afastamento da presidente Dilma Roussef.

Programas como Fies, ProUni, etc. ainda podem sofrer retrações significativas, como aliás já ocorreu com o Fies após a reeleição de Dilma. Logo, a dependência das IES privadas dessas políticas públicas é preocupante no atual cenário, podendo gerar consequências danosas, pois não advindas de um natural movimento de procura pelo ensino superior, e sim lastreadas em políticas públicas que estimulam, mas não garantem um cenário de continuidade, podendo gerar, a médio prazo, um grau de evasão que comprometerá a capacidade financeira das IES.

Dr. Gilberto da Graça Couto Filho