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Sócio da Covac identifica problemas comuns das IES na AL

24 Apr 2017

O sócio da Covac Sociedade de Advogados, Dr. José Roberto Covac, participou nos dias 20 e 21 de abril, em Lima, Peru, do II Fórum de Educação Superior Privada e do III Encontro da Rede Latino Americana de Associações de Universidades Privadas, e identificou nesses eventos problemas comuns das entidades mantenedoras de ensino superior do Brasil e da América Latina. Segundo o advogado, “as IES latino-americanas enfrentam as mesmas dificuldades das IES brasileiras para tornar a educação superior um bem público com participação da iniciativa privada e combater o excesso de regulação em detrimento da avaliação”.

Durante o evento o Dr. Covac, que é Diretor Jurídico do Semesp – Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino Superior, oficializou o ingresso da entidade brasileira na Rede Latino Americana de Associações de Universidades Privadas, segundo ele “uma grande oportunidade para o setor do ensino superior privado brasileiro influenciar a formação de políticas públicas na Conferência Regional de Educação Superior (CRES) em 2018. O evento, que será promovido pela Unesco com o apoio do IESALC –  Instituto Internacional de Educação Superior na América Latina e o Caribe, terá como destino final dos debates a consolidação pela Unesco, em 2019, de um documento de referência com diretrizes e compromissos para a educação superior formulados por todos os continentes, que será apresentado em um grande encontro global a ser realizado em Paris. 

Segundo o Dr. Covac, a partir da década de 70, as instituições latino-americanas cresceram na participação nas matrículas no ensino superior. “Na América Latina o ensino superior privado tem 45% das matrículas, contra 75% no Brasil. Na quase totalidade dos países, o Estado é extremamente regulador, não permitindo a diversidade e o pluralismo”.  Para o representante do Semesp as questões levantadas no evento mostram que a avaliação no continente é burocrática e está centrada em processos e insumos. “A acreditação ainda é muito tímida, como também a autorregulamentação. Os diversos participantes dos dois eventos apresentaram dados de qualidade, empregabilidade de instituições privadas superiores em relação às públicas. A dicotomia entre IES públicas e privadas foi um tema recorrente, e as IES projetam a formulação final de uma proposta latino-americana para uma política educacional para o ensino superior que não seja tão autárquica e contemple igualmente o setor público e privado”, concluiu.